Contrato da Urbs com a Clear Channel da mira PDF Imprimir E-mail

O contrato firmado entre a Urbs e a empresa Clear Channel, concessionária responsável pelo mobiliário urbano da cidade, entrou na mira da Câmara Municipal de Curitiba. Hoje mesmo, o líder da oposição Agaci Túlio vai apresentar pedido de informações sobre o contrato entre a empresa e o poder público. A vereadora Julieta Reis (DEM) iniciou o debate, na tarde de ontem, durante sessão plenária na Câmara de Curitiba, afirmando considerar injusto o valor exigido pela empresa terceirizada. “Julgamos injusto o valor que o contribuinte precisa desembolsar para realocar um ponto de ônibus que impede a entrada de veículos em sua residência”, enfatizou.  De acordo com Julieta Reis, atualmente, o requerente precisa pagar R$ 10 mil para deslocar, por exemplo, um ponto de ônibus que esteja impedindo o acesso de veículos à edificação. É o caso de um prédio na Avenida Anita Garibaldi, no Barreirinha.  “Acreditamos que a empresa, que obteve, através de licitação, o bônus de poder explorar a propaganda, tem que ficar também com o ônus do crescimento e desenvolvimento da cidade. A cidade é dinâmica, não fica parada no tempo”, acrescentou a parlamentar. Algaci Túlio reforça que o prédio que pediu a retirada do ponto de ônibus da frente da garagem é contruído com alvará expedido pela prefeitura de Curitiba. “Esse não é o único caso, por isso precisamos saber deste contrato. Afinal quem manda na cidade? O prefeito ou a Clear Channel?”, pergunta Algaci Túlio.